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AIDS sem preconceitos: saiba mais sobre a doença e como ela afeta o seu corpo

05/12/2017
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Um vírus que mudou costumes e matou 25 milhões de pessoas está prestes a ser tornar quarentona. Mas muita gente ainda desconhece alguns de seus termos básicos, como a diferença entre AIDS e HIV. Hoje, a AIDS não é mais uma sentença de morte e é possível, sim, viver com a doença. Porém, não podemos esquecer as medidas de prevenção. A AIDS ainda não tem cura, temos que saber como nos proteger, não podemos ter medo de falar sobre a doença e, principalmente, precisamos saber viver com ela.

Do macaco para o homem

Há grandes indícios de que o HIV seja originário de primatas da África Ocidental. A AIDS surgiu a partir de um vírus chamado vírus de imunodeficiência símio (SIV), encontrado no sistema imunológico dos chimpanzés e do macaco-verde africano. Apesar de não deixar esses animais doentes, o SIV é um vírus altamente mutante, que teria dado origem ao HIV, o vírus da AIDS.

A transmissão do vírus para os seres humanos ocorreu muito provavelmente pelo contato com o sangue infectado. Em certas regiões da África, é costume comer carne de chimpanzé e de outros primatas. Estudos apontam que essa transmissão macacos – homem pode ter acontecido ainda no século XIX. Durante décadas, o vírus se espalhou lentamente pela África e mais tarde por outras partes do mundo. Sabemos que o vírus existe nos Estados Unidos desde a metade dos anos 70.

O primeiro caso

O primeiro caso descrito de morte por decorrência da AIDS foi da médica e pesquisadora dinamarquesa Margrethe P. Rask. Ela faleceu em 12 de dezembro de 1977 de uma doença que a deteriorou rapidamente. Rask esteve na África, estudando sobre o Ebola, quando começou a apresentar diversos sintomas estranhos para a sua idade. A autopsia revelou que os pulmões estavam repletos de microrganismos, que ocasionaram um tipo de pneumonia seguida de asfixia. Contudo, a pergunta que pairava era: ninguém morria em função disso, o que estaria acontecendo?

O surto de uma epidemia

Os primeiros casos foram relatados nos Estados Unidos em 1981. Hospitais descreveram 41 casos de pacientes jovens com sarcoma de Kaposi, um câncer raro que até então se manifestava quase somente em idosos. Apesar desse mal demorar anos para se agravar, os novos pacientes morriam pouco tempo depois de entrar no hospital. Embora estes sintomas já fossem conhecidos anteriormente, chamou a atenção dos médicos, pois até então, nunca haviam sido observados ao mesmo tempo, em pacientes homossexuais masculinos sem histórico de outras doenças.

Diante deste quadro, o Centers for Disease Control and Prevention (CDC), o órgão de vigilância epidemiológica norte-americano, passou a estudar a doença e definir o seu perfil clínico e epidemiológico. Como a incidência, no início, era predominantemente entre homossexuais, suspeitou-se que houvesse relação entre a doença e este estilo de vida. No entanto, não tardaram a surgir casos entre heterossexuais e crianças recém-nascidas. Apesar disso, as principais características epidemiológicas continuaram sugerindo que a doença era infecciosa, transmitida por via sexual, vertical e parental.

Em 2016 foram registradas 1 milhão de mortes decorrentes da AIDS no mundo.

Mas o que é a AIDS?

A AIDS, sigla em inglês para a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Acquired Immunodeficiency Syndrome), é uma doença do sistema imunológico humano resultante da infecção pelo vírus HIV (sigla em inglês para Vírus da Imunodeficiência Humana). Ao contrário de outros vírus, o corpo humano não consegue se livrar do HIV. Isso significa que uma vez que você contraia o HIV, você viverá com o vírus para sempre.

Ter o HIV não é a mesma coisa que ter a AIDS. Há muitos soropositivos, pessoas infectadas pelo vírus, que vivem anos sem apresentar sintomas e sem desenvolver a doença. Mas, ainda assim, podem transmitir o vírus a outras pessoas.

Infelizmente, a Aids ainda não tem cura, mas tem tratamento. Se feito corretamente, a qualidade de vida do soropositivo é alta, permitindo uma vida normal, podendo relacionar -se e trabalhar.

O tratamento da AIDS é feito com a terapia antirretroviral, que é a ingestão diária e para o resto da vida, de um coquetel de medicamentos com o intuito de fortalecer o sistema imunológico e combater o vírus. Todo o tratamento da AIDS é fornecido gratuitamente pelo SUS.

Das 4.500 novas infecções por HIV em adultos em 2016, 35% ocorreram entre jovens de 15 a 24 anos

Como a AIDS é transmitida e seus tabus

Só se contrai o vírus HIV de uma pessoa infectada. Esta informação parece banal, mas muitas pessoas ainda acham que a AIDS pode ser transmitida apenas pelo sexo, independente da saúde do(a) parceiro(a).

O diagnóstico da AIDS é feito através do teste de HIV, que é um exame de sangue que mostra a presença de anticorpos contra o vírus. O teste da AIDS também pode ser feito gratuitamente pelo SUS.

Relação sexual desprotegida

O vírus da AIDS pode ser transmitido através da relação sexual – anal, oral e vaginal – com penetração e sem camisinha. Use camisinha do começo ao fim do ato sexual.

Transfusão de sangue

O HIV pode ser transmitido por meio de transfusão de sangue contaminado. É importante exigir sangue com certificado de teste de AIDS.

Materiais que perfuram ou cortam a pele

O compartilhamento de seringas, agulhas e outros materiais que perfuram ou cortam a pele é um comportamento de risco para infecção pelo HIV. Se o sangue de uma pessoa contaminada fica no material, o vírus passa para quem usá-lo. Sempre use materiais descartáveis.

Gravidez e amamentação

A mulher infectada pelo HIV pode passar o vírus para o feto na gravidez, no parto ou durante a amamentação. O controle pré-natal desde o começo da gravidez é fundamental para proteger o bebê.

Mas o mais importante, é saber que não se contrai AIDS com um simples aperto de mão, um abraço, beijo, dividir objetos ou até mesmo alimentos.

Os testes de HIV só conseguem detectar a infecção 30 dias após a exposição ao vírus.

A AIDS no Brasil em números

O Brasil é o país mais populoso da América Latina e também o que mais concentra casos de novas infecções por HIV na região. O país responde por 49% das novas infecções – segundo estimativas mais recentes do UNAIDS (Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS)-, enquanto o México responde por 13% das novas infecções.

Em 2016, havia 830.000 pessoas vivendo com HIV;

Em 2016, estima-se que tenham ocorrido 48.000 novas infecções pelo HIV;

Estima-se que o número de mortes relacionadas à AIDS no Brasil em 2016 foi de 14.000;

O Brasil hoje tem uma das maiores coberturas de tratamento antirretroviral (TARV) entre os países de baixa e média renda, com acesso a mais da metade (64%) das pessoas portadoras do HIV;

Em relação ao total de pessoas estimadas vivendo com HIV, 87% estão diagnosticadas, 55% do total estão em tratamento e 50% de todas as pessoas estimadas vivendo com HIV estão com carga viral suprimida;

De 2006 a 2015 a taxa de detecção de casos de AIDS entre jovens do sexo masculino com 15 a 19 anos triplicou e entre os jovens de 20 a 24 anos, a taxa mais do que dobrou.

Por que o HIV provoca a imunossupressão?

O HIV infecta e destrói os linfócitos, células que fazem parte do nosso sistema imunológico. Este processo de destruição é lento e gradual, permitindo que os pacientes permaneçam assintomáticos por muitos anos. Isto significa que as pessoas podem ser portadoras do HIV por muito tempo sem necessariamente desenvolver a AIDS.

Um paciente só é considerado portador da AIDS quando o vírus HIV tiver atacado e destruído uma quantidade muito grande de linfócitos deixando o sistema imunológico muito debilitado. Com poucos linfócitos viáveis, o organismo se torna mais vulnerável a infecções, ficando suscetível a diversos tipos de vírus, bactérias, fungos e até tumores.

Na verdade, o vírus HIV em si provoca poucos sintomas. A gravidade da doença está nas chamadas infecções oportunistas, que são aquelas que se aproveitam da fraqueza do organismo para se desenvolverem.

A vantagem do diagnóstico molecular nas infecções oportunistas

É de fundamental importância o monitoramento preventivo desses vírus causadores dessas doenças oportunistas. Durante nossa vida sofremos algumas contaminações silenciosas. Vírus que permanecem inativos (latentes) e assintomáticos em nosso corpo. Quando nossa imunidade, por alguma razão, fica enfraquecida, esses vírus se multiplicam e provocam doenças muito mais agressivas e mortais.

A precisão e a alta sensibilidade do teste molecular permitem a detecção dos patógenos em amostras onde geralmente não são percebidos com facilidade, aumentando as chances de um diagnóstico preciso.

O KIT XGEN MULTI N9 é um teste in vitro para a detecção dos principais patógenos dessas infecções oportunistas. Uma única amostra é capaz de detectar 9 agentes causadores:

  • Adenovírus humano (HAdV)
  • Citomegalovírus (CMV)
  • Vírus Epstein-Barr (EBV)
  • Vírus Herpes simplex 1 e 2 (HSV1 e HSV2)
  • Vírus Varicella-Zoster (VZV)
  • Parecovírus humano (HPeV)
  • Eritrovírus B19 (B19)
  • Herpesvírus humano 6 e 7 (HHV6 e HHV7)
  • Enterovírus (EV)
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