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Sífilis congênita: como evitar que a doença passe de mãe para filho

29/03/2019
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Novas estimativas publicadas pela ONU mostram que houveram pouco mais de meio milhão (661 mil) de casos de sífilis congênita em 2016, resultando em um pouco mais de 200 mil natimortos e mortes neonatais. A sífilis congênita é a segunda causa de mortes prematuras no mundo todo, atrás apenas da malária.

Sífilis é uma das doenças sexualmente transmissíveis mais comuns do mundo, com aproximadamente 6 milhões de novos casos a cada ano. Desde 2016, o Ministério da Saúde decretou epidemia da doença, sendo estes os números da sífilis no Brasil, de acordo com o último boletim divulgado em novembro de 2018:

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58,1 casos de sífilis para cada 100 mil habitantes

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17,2 casos a cada mil nascidos vivos

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Maior parte na região sudeste, com 51,5% dos casos

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População mais afetada são mulheres negras, com idade entre 20 e 29 anos

A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada pela bactéria Treponema pallidum, que pode ser transmitida por meio de relação sexual (vaginal, anal e oral) ou ainda pode ser transmitida para a criança durante a gestação ou o parto.

Ela pode se apresentar das mais variadas formas clínicas e é classificada em diferentes estágios: sífilis primária, secundária, latente e terciária.

Sífilis primária

No primeiro estágio, aparecem pequenas feridas no local de entrada da bactéria, mas que não trazem dor ou coceira, e desaparecem espontaneamente.

Sífilis secundária

Na fase secundária aparecem pequenas manchas no corpo, principalmente na palma das mãos e pés, também desaparecendo de forma espontânea.

Sífilis latente

A forma latente é ainda mais silenciosa, sendo detectada apenas por exames imunológicos. Geralmente, nesta fase o indivíduo já está com a infecção há mais de 2 anos.

Sífilis terciária

A última fase da doença é a mais grave, onde o paciente pode apresentar lesões na pele, nos ossos, problemas cardiovasculares e neurológicas, que podem levar à morte. Este estágio pode surgir décadas depois da infecção.

Sífilis congênita

Nos bebês, a sífilis congênita é fatal em 40% dos casos. A doença também pode trazer nascidos com baixo peso, prematuridade e outras deformidades congênitas.

É importante ressaltar que a sífilis tem cura, em adultos pode ser tratada com injeções de penicilina. A quantidade de injeções varia de acordo com o estágio da doença.

Os bebês precisam ser acompanhados de perto desde o nascimento para que possa se fazer o tratamento adequado e descobrir possíveis sequelas que terá no futuro.

Diagnóstico precoce salva vidas

Mesmo que não haja nenhum sintoma, é importante fazer o teste de sífilis, que está disponível em qualquer unidade de saúde do Brasil. Principalmente pais e mães que esperam por um bebê precisam diagnosticar a doença o quanto antes para que o tratamento seja o mais rápido possível, preferencialmente nos primeiros 3 meses de gestação.

Quem deseja obter um diagnóstico rápido e sensível, pode procurar a técnica PCR em tempo real, uma das formas de diagnóstico mais avançadas. Dessa forma, o resultado já é visualizado durante a amplificação da sequência de interesse de DNA, que traz resultados com alta sensibilidade e especificidade e que podem ser utilizados como rastreio, principalmente em pacientes assintomáticos – como no caso de alguns estágios da sífilis.

Depois de diagnosticado, caso o resultado dê positivo para mãe ou pai, o tratamento é oferecido gratuitamente pelo SUS.

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