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Tuberculose: teste molecular auxilia na descoberta precoce

23/10/2019
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Laura estava tossindo há meses. Suas consultas médicas resultaram em vários diagnósticos como refluxo, pneumonia e bronquite. Porém seus sintomas só pioravam, ela apresentava sudorese noturna, perda de peso, fadiga severa e tosse persistente. Depois de muitos diagnósticos errados, finalmente descobriu-se que ela tinha tuberculose.

Após o tratamento de 9 meses, Laura ficou curada e hoje faz parte de uma rede de sobreviventes da tuberculose, compartilhando suas experiências no mundo todo a fim de ajudar outras pessoas.

Ter o diagnóstico correto precocemente é crucial para dar ao paciente mais chances de cura e evitar o contágio para o desenvolvimento de novos casos.

Veja aqui a história completa da Laura:

Saiba mais

Tuberculose no Brasil

O último Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde mostra que em 2018 o Brasil registrou mais de 72,7 mil casos novos de tuberculose (TB), enquanto no ano anterior foram 69,5 mil.

Segundo o boletim, “o aumento do coeficiente de incidência da TB nos dois últimos anos pode representar uma ampliação do acesso às ferramentas de diagnóstico, com provável relação à implantação do Teste Molecular para Tuberculose em 2014 e a ampliação de sua oferta pela incorporação de novos equipamentos em 2018”.

Teste molecular

Desde 2014 o Sistema Único de Saúde utiliza o diagnóstico molecular para detecção de tuberculose, pois a técnica apresenta maior precisão e rapidez nos resultados.

A análise molecular consiste em identificar o material genético do agente causador da tuberculose. Com o teste da Hain, baseado nas metodologias de PCR e DNA Strip, é possível inclusive detectar se a bactéria presente no organismo é resistente aos principais medicamentos utilizados no tratamento da TB.

Por isso, caso desconfie que esteja com tuberculose, solicite ao médico o teste molecular para descartar ou confirmar a doença.

A dificuldade de acesso ao medicamento contra a resistência

Os medicamentos geralmente utilizados para tratar a TB são rifampicina e isoniazida. Contudo, há casos em que a bactéria já adquiriu resistência e não responde ao tratamento com estas drogas. Nesses casos é indicado o uso de bedaquilina, principal tratamento contra a tuberculose resistente.

Todavia, um laboratório norte-americano mantém o monopólio da bedaquilina, principal tratamento contra a tuberculose resistente.

Segundo a ONG Médicos Sem Fronteiras, mais de 80% das pessoas afetadas no mundo por tuberculose resistente não tem acesso a esse medicamento extremamente eficiente por causa de seu alto custo.

A ONG está mobilizando uma campanha em que pede que o bedaquilina custe 1 dólar por dia. Atualmente, o tratamento de 6 meses com o medicamento custa cerca de 3 mil dólares.

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